domingo, 18 de maio de 2008

FOGO NO GUADIANA

Sinto o fogo no Guadiana,
A subir a serra ileso,
Ele chama seu nome, Ana,
Na sua teia está preso.

São sensações de doçura,
Que se completam no olhar,
Fogo que liberta a clausura,
Do protocolo vulgar.

São dois elos semelhantes,
Que se encandeiam no ar,
São jovens errantes,
Que em breve se unem no mar.

É a paixão, fogo ardente,
No toque, encontra o pousar,
Não importa quanta gente,
Para eles está a olhar.

São luzes na tempestade,
Que se ergue na montanha,
Oh, com esta idade,
Tem ele tanta manha!

Serena de olhar cativante,
Num só gesto, num só olhar,
Sua luz é tão marcante,
Que brilha como o luar!

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