Estou triste, muito triste, com a maldade das pessoas, as mentiras, os vendedores de ilusões.
Não tenho vontade de sair de casa, apenas me apetece estar aqui, quando olho para o futuro vejo uma folha em branco, vazia, nada faz mais sentido.
Li e reli livros de auto-ajuda, consultei dezenas de especialistas de saúde mental.
Apesar de tudo não cheguei a lado de nenhum porque continuo nesta casa desde que nasci. Sinto me tão só, tão perdida, não sei que caminho seguir, o convivio com as pessoas afoga-me, as suas mentes limitadas, submergidas em reducionismos financeiros, odeio o dinheiro, ele escraviza-me, torna-nos prisioneiros, por dinheiro as pessoas vendem sentimentos, ideiais, sonhos.
Eu não consigo me vender, serei eu alienada da realidade ou será toda esta realidade que está ao contrário.
No meu coração a prioridade sempre foi o amor, para mim é aquilo que nos rege, a única missão e objectivo de vida.
Cansa-me os mercadores de sonhos, os ilusionistas disfarçados, não gosto de circos, não gosto de teatros, apenas de verdades espontâneas, de pureza e genuinidade.
Será assim tão díficil compreender alguém que tem um conjunto de valores puros baseados em honestidade e verdade.
Porque se vendem as almas, e, eu continuo aqui sem vender a minha, mas a ver todos aqueles e aquelas a atravessarem para a outra margem sucumbindo ao pseudo poder do dinheiro.
Dizem-me:- Faz te à vida?!; Vai trabalhar em qualquer coisa, o que importa é que cai-a ao fim do mes.
Para mim, isto é clausura, ou só eu que na minha ingenuidade material venho de um mundo cheio de mentiras e meias verdades.
Eu já não estou viva, não me sinto a viver, apenas existo e a cada dia que passa a tristeza se afunda em mim como uma ancora pesada e dura, dura, dura de tanta durabilidade.
Palavras para quê?! Se ninguém as lê.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
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