terça-feira, 4 de março de 2008

Tipos de Perturbação Bipolar

Leio agora, Perturbação Bipolar, de Francis Mondimore, editada pela Climepsi Editores. Compreender a doença é para mim, um dos passos fundamentais do processo de aceitação e compensação. Claro, que como profissional de Psicologia, imagino descobrir a sua cura, servindo-me de mim como cobaia. Mas, fora este delírio, porque cada caso é um caso, e além disso são descritos, 3 tipos de perturbação bipolar e cerca de 3 a 4 perturbações de espectro bipolar.

Assim temos:

-Perturbação Bipolar tipo I-descrita por Mondimore(2003), como a forma clássica da perturbação maniaco depressiva, caracterizada por periodos completos de mania e episódios de depressão grave, como também, por períodos de hibernação em que a "doença dorme" e o sujeito regressa a um estado de "humor normal". Os episódios sem tratamento duram cerca de seis meses, alucinações e ideias delirantes frequentes, episódios trifásicos.

-Perturbação Bipolar tipo II-Muitas vezes diagnosticada como depressão é caracterizada por episódios depressivos recorrentes e completos e episódios hipocondriácos. Os doentes com este tipo de perturbação tem casos de perturbação bipolar tipo II na família.

-Perturbação Bipolar tipo III-Estes doentes apresentam um temperamento hipertímico, isto é, apresentam um nível de energia elevado, são alegres, faladores, confiantes e sociáveis. Contudo, tem tendência a se irritar facilmente,"... e tendem a ser impulsivos e temerários. Possui história familiar de perturbação bipolar e sofrem depressões recorrentes.
A medicação anti-depressiva pode torná-los mais irritáveis e deprimidos ou provocar um episódio maniáco ou hipomaniáco, os estabilizadores de humor, podem ser muito uteís."

Parece que me encaixo por aqui, estou extremamente sociável e comunicativa, contudo tenho tendência a me enervar e mudo completamente de personalidade, tenho tendência a ser agressiva e terrivelmente vingativa. Já fiz medicação anti-depressiva com Trazadone, Cipralex e Prozac e cada vez me sentia mais depressiva, tinha sucessivos episódios de choro fácil, sensibilidade aumentada e a irritabilidade aumentava. Mas, vamos continuar a estudar!

1 comentário:

lunatidoido disse...

"Claro, que como profissional de Psicologia, imagino descobrir a sua cura, servindo-me de mim como cobaia".

Vou dizer uma coisa: Sem a doença bipolar e suas variações de humor extremas, eu talvez não percebesse como eu magoo as pessoas sem me dar conta disso. Mas saber que eu tenho a doença me deixa alerta para meus estados de humor, e isso tem melhorado meu convívio com as pessoas.

Claro que eu não acho ótimo ter a doença. Mas a essa altura da vida e do tratamento eu vejo com clareza que ninguém é somente produto da evolução genética e suas falhas, mas principalmente do meio em que vive.

Não sou psicólogo nem psiquiatrta, mas arrisco afirmar que a conscientização progressiva dos estados de humor é o melhor caminho para o auto-conhecimento do bipolar.

Boa sorte em sua empreitada. E se descobrir a cura, por favor, me avise!

Tonho da Lua