Sou metade do que eu era,
O dobro do que há-de vir
Sou manhã de primavera
No horizonte a surgir
Sou poeta de mente frágil
Susceptível de errar
Sou não tão menos àgil,
Mais, amar do que pensar
Sou rainha na oratória,
Escrava do coração,
Sou feia e bela na história,
Nem sempre encaro a razão
Esgrimo sorissos no rosto,
Na prosa de um beijo teu,
Penso que a vida é um posto,
Para quem já não faleceu.
Sou de mente a confusão,
De genialidade estéril,
Se perde a maldição
Sou vil e servil.
Sou contraste entre bondade,
Mente em ebulição,
Sou eu quem vê verdade,
No som do coração!
E por mais que a vontade gritar,
Não deixo a primavera,
Há sempre um acordar,
Diferente do que já era!
"Impressionante a extase com que escrevi este poema, foi algo que foi feito em menos de 5 minutos, numa sequência de palavras que iam surgindo neste mente confusa e atordoada" Recorda-me Fernando Pessoa e a sua genialidade criativa, jamais como ele, mas por ele e por todos nós.
Luz Constantino
segunda-feira, 24 de março de 2008
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